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Navegando por Autor "Elói Bezerra de Castro Neto"

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    ALCOOLISMO, VÍCIO OU FUGA DO POLICIAL-MILITAR? FARMACODEPENDÊNCIA NA PMGO
    (2000) EVANDRO SILVA ALBUQUERQUE; VALDERIR PEREIRA DOS SANTOS; Elói Bezerra de Castro Neto; Nancy Ribeiro de Araújo.
    A carência afetiva é um sentimento quase imperceptível que se internaliza no indivíduo modificando seu humor. É uma sensação desagradável de vazio e tristeza que acomete grande parte da humanidade. O homem tem fugido desse mal de variadas maneiras, sendo uma delas através do consumo de álcool. Esta substância consegue penetrar no cérebro rapidamente acelerando o funcionamento do sistema nervoso que, em alta velocidade, "alegrará" o bebedor fazendo-o esquecer, momentaneamente seus problemas. Os problemas se agravam quando o organismo abalado passa a eliminar os alimentos ingeridos e consumir apenas as energias oriundas do álcool. Todavia, a sensação de origem etílica é de "certa felicidade". Passado o efeito eufórico e festivo do álcool, o sistema nervoso estará debilitado pela forma veloz com que foi forçado a trabalhar. A carência afetiva de natureza leve sentida por alguém que não ingeria bebida alcoólica, cede, agora lugar, à depressão grave e desesperadora, podendo transformar-se em um quadro psicológico terminal conhecido por "a síndrome de pânico". Nessas condições a pessoa precisará beber cada vez mais para fugir do seu estado de ansiedade e sentir-se bem mesmo que seja por algum tempo. Esta é a dependência psíquica. Também, em razão do organismo aprender a usar o álcool como alimento e regulador de suas funções, o bebedor entrará em "crise de abstinência" caso Ihe falte a substância. Esta é a dependência física. Na Polícia Militar do Estado de Goiás existe próximo de mil e trezentos alcoolistas que em média possuem 33 anos, são na maioria separados, setenta por cento começam a beber na adolescência, estão endividados e provocam um prejuízo anual acima de três milhões de reais aos cofres públicos devido às faltas ao serviço, tratamentos médicos, e reformas precoces. Juridicamente o alcoolista pode ser responsabilizado pelos seus atos, salvo se não entender o caráter ilegal da ação no momento da sua execução. Quanto à recuperação do alcoolista existem dois programas interessantes que contam com a boa vontade dos seus executores necessitando apenas de complementos.

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