PROPOSTA DE PROTOCOLO PARA ANÁLISE HISTOPATOLÓGICA FORENSE DAS VIAS AÉREAS DE CADÁVERES CARBONIZADOS

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Data

2024

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Resumo

Determinar a causa da morte em necropsias de vítimas de carbonização é desafiador devido às alterações estruturais causadas pelo fogo. Algumas questões importantes precisam ser respondidas, como: Qual foi a causa do óbito? O fogo atingiu a vítima enquanto ainda estava viva ou após a sua morte? Muitas vezes, é necessário solicitar exames complementares para auxiliar o médico legista a chegar a conclusões sobre esses casos. Um dos exames solicitados é a pesquisa histológica de fuligem nas vias aéreas. A presença de fuligem abaixo da laringe é uma evidência clara de que a vítima estava respirando durante o incêndio, o que indica vitalidade. No entanto, durante a fixação do material para o exame histológico, pode ocorrer reação entre o formol e o sangue presente nos tecidos, resultando em um pigmento escuro que se assemelha à fuligem. Essa reação ocorre principalmente em tecidos que já iniciaram o processo de autólise post mortem. O pigmento artefatual pode ser confundido com a fuligem durante o exame histológico. Diante disso, a coleta de amostras de áreas estratégicas do sistema respiratório durante a necropsia e a sua fixação em álcool 70% são uma alternativa econômica, simples e facilmente reproduzível para evitar a formação do pigmento indesejado. Através de revisão bibliográfica e estudo de quatro casos de cadáveres carbonizados analisados no ano de 2023 pela Seção de Patologia Forense do IML de Goiânia, foi possível desenvolver um protocolo para a coleta padronizada de amostras de órgãos de vítimas de carbonização, com a retirada de fragmentos específicos para fixação em álcool 70%, a fim de evitar a formação do pigmento arte fatual e garantir a confiabilidade da perícia oficial.

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Palavras-chave

Cadáveres carbonizados, Pesquisa de fuligem, Histopatológico, Técnicas de fixação.

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